Mesmo rebaixado, Coritiba repete feito raro e volta a pressionar o Atlético-PR no Bola de Prata

Jean Pereira Santos, de São Paulo
Fotos: Gazeta Press/Montagem: ESPN.com.b
T. Carleto fez o Coritiba emparedar o Atlético-PR, que teve Éderson como último ganhador
T. Carleto fez o Coritiba emparedar o Atlético-PR, que teve Éderson como último ganhador

Mesmo em um momento de profunda tristeza, a torcida do Coritiba tem algo a comemorar. Ou ao menos  para aliviar a dor por conta da queda no Campeonato Brasileiro. É que com o troféu de Thiago Carleto como melhor lateral-esquerdo da disputa, o clube repetiu um feito raro e voltou a pressionar o Atlético-PR em número de conquistas no Prêmio ESPN Bola de Prata Sportingbet.  

Agora, o placar mostra 10 a 9 em taças da honraria que é entregue desde 1970 a favor do clube rubro-negro.

O curioso é que o lado coxa-branca diminuiu a vantagem rival com uma situação que, de tão rara, chegou apenas a sua quarta vez em 48 anos de existência da festa. A situação? A de um atleta ser o mais bem colocado de uma posição mesmo com seu time tendo sido rebaixado.

Antes de Thiago Carleto, o fato inusitado só havia ocorrido com Adílson Heleno, meia do Criciúma que caiu em 1988, Josiel, atacante do Paraná Clube rebaixado em 2007, e Marcelinho Paraíba, meia-atacante do Coritiba que foi para a Série B em 2009.

  • DO 6 A 2 À VIRADA 


Mas nem sempre este AtleTiba particular foi acirrado assim. Até 1983, só a agremiação coxa-branca tinha Bolas de Prata (quatro até ali - as duas primeiras conquistadas logo no segundo ano do prêmio, em 1971). Foi quando a equipe rubro-negra reagiu e conquistou duas taças, ambas com Roberto Costa, eleito não só o melhor goleiro da seleção daquele ano como também o melhor jogador do Brasileiro, logo, ficando com a Bola de Ouro.         

No fim de 1987, o Coritiba já havia ganho mais dois troféus e aberto 6 a 2 no placar. Era goleada! Em 1996, o rival diminuiu para três a diferença, e aí veio 2001. Na temporada que ganhou o título nacional, o Atlético-PR, enfim, virou a competição ao ficar com quatro premiações e deixar o placar em 7 a 6.   

Já em 2004, Washington, o Coração Valente, abocanhou duas taças e ampliou a folga do Atlético-PR para 9 a 6. Keirrison (2008) e Marcelinho Paraíba (2009) trataram de reequilibrar o placar para o Coritiba, o deixando em 9 a 8, e colocar pressão no arquirrival. Éderson, em 2013, deu nova folga (10 a 8) à agremiação da Arena da Baixada, agora novamente pressionada após o prêmio de Carleto.

  • E o Paraná... Clube e estado?


Em 2018, o Paraná Clube, que conta apenas com um prêmio no Bola de Prata em sua história - justamente a de Josiel, artilheiro de 2007, citada mais acima -, disputará a Série A novamente após dez anos de ausência.

O time foi quarto colocado na segunda divisão este ano, com 64 pontos, e subiu juntamente com América-MG (73 pontos), Internacional (71 pontos) e Ceará (67 pontos). A última vez que o Atlético-PR teve um representante foi em 2013, com Éderson.  

Com o prêmio de Thiago Carleto, o estado do Paraná soma agora 20 troféus da honraria. O líder, disparado, é São Paulo, com 247 taças - o Rio de Janeiro aparece em segundo, com 133.

Os prêmios de Atlético-PR e Coritiba na história do Bola de Prata

Atlético-PR
1 - Roberto Costa, melhor goleiro - 1983
2 - Roberto Costa, Bola de Ouro - 1983
3 - Alberto, melhor lateral-direito - 1996
4 - Gustavo, melhor zagueiro - 2001
5 - Kléberson, melhor meia - 2001
6 - Alex Mineiro, melhor atacante - 2001
7 - Alex Mineiro, Bola de Ouro - 2001 
8 - Washington, melhor atacante - 2004
9 - Washington,  artilheiro - 2004
10 - Éderson, artilheiro - 2013

Coritiba
1 - Pescuma, melhor zagueiro - 1971
2 - Tião Abatiá, melhor atacante - 1971
3 - Zé Roberto, melhor meia - 1972
4 - Deodoro, melhor zagueiro - 1978
5 - Rafael, melhor goleiro - 1985
6 - Milton, melhor volante - 1987
7 - Keirrison, artilheiro - 2008
8 - Marcelinho Paraíba, melhor meia - 2009
9 - Thiago Carleto, melhor lateral-esquerdo - 2017